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A Bíblia Sagrada

Maria T. Compri

http://www.terravista.pt/claridade/3036/abiblia.html

A palavra BÍBLIA vem do Grego, que significa um conjunto de livros sagrados, código hebraico em que se fundiram os princípios considerados sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos. É a grande síntese em direção ao Espírito.
A Bíblia contém 73 livros escritos, em épocas diferentes, por mais de 50 autores. Do primeiro livro, do Velho Testamento ao último, do Novo, passaram-se 14 séculos. Era, a princípio, uma exclusividade das sinagogas judaicas, depois, passou a ser uma propriedade do Clero, ou seja, da Igreja Católica.
Assim, o catolicismo entende a Bíblia como Inspiração Divina nas suas escrituras, ou seja, o impulso carismático, ou sobrenatural, pelo qual o Escritor Sagrado é movido a comunicar-se com Deus, através da escrita e da palavra.
Segundo a própria Bíblia, este conjunto de livros teve início por volta do século III, a.C., e os documentos eram conservados nos arquivos escritos em papiros, depois em pergaminhos e por último em papel. Sua capa dura e preta, bastante austera, algumas de ouro bem imponente, muito distante da simplicidade de Jesus, com letras miudinhas e difíceis de serem lidas, folhas fininhas e transparentes, foi uma criação egoisticamente humana.
Este livro soberano foi passado de uma geração à outra, através dos séculos. O Velho Testamento inicia-se com a Gênese, origem e criação do mundo; com Noé e o Dilúvio, Abraão, Izaac, Jacó e José etc. Em "Êxodo", a história de Moisés, os Mandamentos da Lei de Deus e mais a legislação de Moisés.
É no livro de "Levítico", quando aparece a primeira constituição, através de Aarão e seus filhos, que se registraram as leis como legislação mosaica, as quais, apesar das alterações, foram observadas até o III século da Era Cristã; alguns itens em especial os Dez Mandamentos, estão ainda em vigor, e acreditamos que serão eternos.
São naturais e compreensíveis as contradições nas idéias, nos tempos e datas, visto que todos estes livros foram conservados em rolos separados de papiros, que eram um material facilmente deteriorável.
Já no século IV, d.C., os Cristãos passaram a escrever em material mais resistente; eram peles de animais preparadas em Manuscritos denominados Pergaminhos. Assim, eles fizeram para conservar o Ensino de Jesus nas noites das idades e, dada a importância do aprendizado do Evangelho do Cristo nos Lares, estes Pergaminhos eram, então, estudados entre as famílias.
Calcula-se que existiam, hoje, mais de 6.000 Manuscritos da Bíblia copiados entre os séculos IV e XV, em sua grande maioria, por monges pertencentes a diversas ordens religiosas. Do século XV em diante, a imprensa assumiu a responsabilidade de escrever a Bíblia em capítulos e versículos.
As três mais famosas Bíblias foram escritas em Grego: o Código Vaticano, o Código Saniático e o Código Alexandrino. Uma tradução também do século IV muito importante foi a do Padre Jerônimo, posteriormente canonizado "São Jerônimo". Denominaram de Código, porque eram livros de leis que direcionavam os povos. A maioria destas traduções são conservadas na Biblioteca Vaticana. O Código Alexandrino, escrito no Egito, é conservado no Museu Britânico, em Londres.

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Estas anotações sobre a Bíblia completam nosso conhecimento histórico, acerca da evolução material desse livro mágico, que tem confundido os povos de todas as épocas, porque treva e luz não se misturam, e, como nele estão contidos os ensinamentos de luz e verdade, o povo não compreende a maneira por que foi elaborado, com tantas pompas e mistérios. Mas, para nós, prevalecem as Leis Morais trazidas pelo Mestre, as quais são o CÓDIGO DIVINO que está contido na Natureza. Sua forma exterior não nos interessa, mas sim, o conteúdo.

Maria T. Compri, Evangelho no Lar "à luz do espiritismo", - Ed. FEESP, São Paulo/SP.

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