Amor, moral e ética; fórmulas para a felicidade
Sérgio Machado
Esta palestra foi realizada no dia 21 de maio de 1998 na
Casa Espírita Nosso Lar.
O tema proposto pela USE é um tanto abrangente, ou melhor, um tema que
contém, ou pode conter, várias palestras se levarmos em conta os subitens que
foram encontrados em meio ao estudo que foi feito para montagem desta palestra.
Este tema pode ser encontrado em vários livros da doutrina, e não somente
na doutrina, pois é só atentarmos às primeiras palavras do tema que veremos
isto. Aliás, o tema em si é algo que está presente em todos os nossos segundos
vividos, encarnados ou não.
Introdução
A introdução realizada na casa espírita Nosso Lar, foi praticamente o
que já descrevi acima. Trouxe o tema baseado no livro dos espíritos, mais
exatamente na terceira parte deste, na qual se refere exatamente às leis morais,
parte esta que já foi desmembrada num outro livro que tem este mesmo nome, ou
seja, As Leis Morais.
Fiz questão de mencionar no início e no decorrer da palestra também, que
a felicidade é algo muito "fácil" de se obter, visando demonstrar que esta, a
felicidade, estaria atrelada a uma atenção firme às leis morais. Lógico, como
vocês podem visualizar, que coloquei a palavra fácil, acima, entre aspas, pois a
atenção às leis morais, é algo um tanto ao quanto trabalhoso, árduo talvez fosse
melhor. "Ora, por que você não disse logo difícil!", você poderia dizer. A minha
intenção foi a de ser 'ligeiramente' indireto ou sutil.
Desenrolar
Como havia dito, o tema é um tanto ao quanto vasto e poderíamos, como
já foi feito na casa espírita onde trabalho, dividir esta palestra em várias,
para efeito de estudo inclusive, como fizemos e que foi muito bom. Portanto tive
a infeliz idéia de citar partes das leis morais descritas em O Livro dos
Espíritos. Por que infeliz? Simples! Tive que resumir algo que não se resume
normalmente e isto é um tanto ao quanto perigoso, pois moral é algo que nos
persegue, como já disse, nos nossos segundos de vida. Para a prática de uma vida
moral não podemos nos ater simplesmente a uma leitura de tal tema, devemos
viver, e em sociedade para exercitarmos a moral.
Tendo eu ressaltado muito isto que acabei de descrever, coloco abaixo os
itens que tive a audácia de resumir do livro dos espíritos.
Note que eu também fiz questão de mostrar, novamente enfatizando, que
moral não é algo que somente é discutido no meio espírita; seria um absurdo
dizermos isto, pois moral é pertinente a todo espírito, encarnado ou não. Em
praticamente todos os itens desta parte de O Livro dos Espíritos notamos que se
tirarmos a capa do livro e mostrarmos esta parte do mesmo para qualquer pessoa,
seja ela de religião uma ou outra, isto não fará diferença. Sugiro que exercite
isto contigo mesmo, leia se colocando na posição de uma pessoa de outra religião
ou céptica.
Lei divina ou natural
614 - A lei natural é a única para a felicidade do homem
625 e observação - Jesus, o mais perfeito
629 - Definição de moral
632 - Quando o homem estiver em dúvida, que veja o que queria que se
fizesse ou não se fizesse para ele mesmo: tudo está nisto.
Lei de adoração
649 - Em que consiste a adoração -> É a elevação do pensamento a Deus.
658 - A prece é agradável a Deus, a prece que é ditada do coração.
660 - A prece torna o homem melhor, pois se torna mais forte contra as
tentações. É um socorro que jamais lhe é recusado.
663 - A prece que fazemos por nós mesmos pode mudar a natureza de nossas
provas e desviar-lhes o curso?
Lei do trabalho
675 - O trabalho não é somente o material.
681 - A obrigação de trabalhar para aqueles que trabalharam para nós, os
pais.
Lei de reprodução
695 - O casamento, a união, de dois seres é um avanço na marcha da
humanidade.
696 - O abolir do casamento seria retroagir à vida animal.
697 - A indissolubilidade absoluta do casamento é uma lei do homem e é
muito contrária à lei natural.
698 - O celibato
Lei de conservação
707 - Os meios de existência, por vezes, fazem falta a indivíduos que
estão ao lado da fartura, isto devido ao egoísmo daqueles que ali estão. Lembrar
o Nordeste.
716 - Existem as tidas necessidades, que em verdade são supérfulas, que
foram criadas pelo homem.
719 - Procurar o bem-estar não é repreensível, mesmo por que é um desejo
natural; mas o abuso e a obtenção do bem-estar às custas de outrem, aí sim...
Lei de destruição
760 - Pena de morte: o que se vê hoje é um progresso social grande em
comparação a tempos anteriores, pois até se colocar alguém sobre a pensa
capital, existe um trabalho para se verificar a real culpa daquele que pecou. No
futuro, os homens não terão mais necessidade de serem julgados pelos homens.
762 - A pena de morte existe pois o homem não vê outra alternativa, não
tem nada melhor, mas há, e isto o homem verá conforme se esclarecer.
Lei de sociedade
774 - Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de
família estreitam os laços sociais. Eis aqui porque os laços de família são uma
lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim a amar-se como irmãos.
- A vida em sociedade está diretamente ligada à
evolução moral.
Lei do progresso
O progresso intelectual e o moral:
O progresso intelectual promove um entendimento maior da moral, dando ao
homem a possibilidade de visualizar com maior facilidade a diferença entre o bem
e o mal. Por vezes o progresso intelectual promove o mal, pois o homem assim usa
sua inteligência, o avanço adquirido. Isto porque o progresso moral nem sempre
acompanha o intelectual. Estes dois progressos só se equilibram com o tempo.
A sociedade poderia ser regida somente pelas leis naturais se as
compreendesse bem e seriam suficientes se houvesse um vontade em praticá-las,
mas a sociedade cria suas próprias exigências.
Lei de igualdade
803 - O sol brilha para todos. Todos tendem ao mesmo fim e Deus fez
suas leis para todos.
806 - A desigualdade social é obra do homem e não de Deus.
Riqueza e miséria - Provas.
Lei de liberdade
Escravidão
833 - A liberdade de pensar - onde o homem encontra uma forma absoluta de
liberdade.
O livre arbítrio - faz-se importante lembrar : o meu direito acaba quando
o do outro começa.
Lei de justiça, de amor e de caridade
875 - Como se define a justiça? A justiça consiste no respeito aos
direitos de cada um
886 - Caridade é: benevolência para com todos, indulgência para com as
imperfeições alheias, perdão das ofensas.
888 - A esmola.
Conclusão
Onde está a palavra amor, a que está sugerida no tema apresentado?
Em todas as leis morais, encontramos o amor do Pai, amor este que visa a
nossa felicidade. Se havia eu pedido para que procurassem a palavra moral no
contexto apresentado, que faça você um retrospecto do que foi apresentado e
verás que, segundo uma atenção a estas leis morais, encontraremos a preocupação
de demonstrar que a felicidade existe, com o simples detalhe de termos que
vivê-la olhando ao próximo, praticando algumas 'coisinhas' que, se todos
praticassem, a felicidade seria algo mais do que natural, pois é o desejo de
Deus.
Observação: Peço desculpas e espero muito que, se você está lendo
sobre esta palestra, não se atenha somente à mesma, pois resumir algo que já
está resumido é muito difícil e aconselho, com muita esperança, que você dê
atenção a esta parte de O Livro dos Espíritos.
Informações para o visitante
Este site foi criado para divulgar, primeiramente, a doutrina espírita na
forma de palestras, mas com o intuito de ter a colaboração daqueles que o
visitam no que diz respeito ao seu modo de pensar, seja este espírita ou não,
portanto, se você se sentir a vontade para discorrer sobre o tema proposto, por
favor, participe através do programa de correio que você utiliza.
Existe uma afirmação: "Deus é infinitamente bom e justo." Mas e quando
dizemos: "Deus foi injusto comigo!" Será que foi Ele realmente que foi
injusto conosco? Não estaríamos contrariando a afirmação de infinita bondade de
Deus quando nos referimos a ele desta forma?... Não seria interessante
olharmos para "dentro" de nós mesmos para ver se talvez nós fomos injustos
conosco mesmo? Ou ainda, tentarmos admitirmos que nós fizemos algo de errado ou
coisa parecida?...
sergio@phonet.com.br
|