Aos nossos Correspondentes
Revista Espírita, novembro de 1862
Ao retornar, encontramos uma correspondência tal que não seria preciso menos
de um grande mês para responder, não fazendo outra coisa; considerando-se que
cada dia vem a ela acrescentar um novo contingente, sem prejuízo das ocupações
correntes estritamente obrigatórias, compreender-se-á a impossibilidade
material em que estamos de bastar a semelhante trabalho. Dissemo-lo e
repetimos ainda, estamos longe de nos queixar do número de cartas que nos
escrevem, porque elas provam a imensa extensão que a Doutrina toma, e o ponto de
vista moral e filosófico sob o qual é considerada agora por toda a parte onde
ela penetra; são preciosos arquivos para o Espiritismo; mas somos ainda uma vez
forçados a pedir indulgência para a nossa impontualidade em responder. Só esse
trabalho absorveria o tempo de duas pessoas, e estamos sozinho. Disso
resulta que muitas coisas ficam em suspenso, e é a esta causa que se deve o
atraso dado à publicação de várias obras que havíamos anunciado.
Esperamos que um tempo virá em que poderemos ter uma colaboração permanente e
assídua para que tudo possa caminhar de frente; os Espíritos no-lo prometem; à
espera disso, não há alternativa, nos é necessário negligenciar ou a
correspondência, ou os outros trabalhos que aumentam em proporção ao crescimento
da Doutrina.
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