Portal do Espírito |
|
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Poesias espíritasRevista Espírita, setembro de 1862 Peregrinações da alma.Do mesmo modo que do sangue a menor partícula, Nosso globo é um lugar de prova, de sofrimento; É assim que cada um, deixando este baixo mundo, Ninguém pode dos eleitos alcançar a carreira Assim o Espírito errante, ou antes a alma em pena, Sua santa missão uma vez terminada, Ao nosso turno, também, nossa prova termina, Lá, para maior felicidade e por cúmulo de embriaguez, No bem, no belo, mudando de modo de ser, Dos mundos graduados subindo a escala imensa, Seremos os primogênitos de uma raça nova, De Deus tal é, creio, a vontade verdadeira, B. JOLLY, herborista de Lyon, Nota. - Os críticos meticulosos poderão talvez, procurando muito, encontrar algumas falhas nestes versos; nós lhes deixamos esse cuidado e não consideramos senão o pensamento, do qual não se pode desconhecer a justeza do ponto de vista espírita; é bem a alma e suas peregrinações para alcançar, pelo trabalho de depuração, a felicidade infinita. Há um entretanto que parece dominar todos os trechos, muito ortodoxos de resto, e que não poderíamos admitir; é aquele que está expresso por este verso de epígrafe: "Gravita o infinito durante a eternidade." Se o autor entende por isso que a alma sobe sem cessar, disso resultaria que ela não atingiria jamais a felicidade perfeita. A razão disso que a alma, sendo um ser finito, sua ascensão para o bem absoluto deve ter um fim; que chegada a um certo ponto, ela deve, não mais permanecer numa contemplação perpétua, pouco atraente, aliás, e que seria uma inutilidade perpétua, mas ter uma atividade incessante e bem-aventurada, como auxiliar da Divindade. O Anjo Guardião.(Sociedade Espírita Africana. - Médium, senhorita O...)
Assinado, DUCIS. Nota. - Este trecho, e um outro de certa extensão, e não menos notável, intitulado: A Criança e o Ateu, que inseriremos em nosso próximo número, foram publicados no Echo de Sétif (Argélia), de 31 de julho de 1862, que os fez preceder da nota seguinte: "Um dos nossos assinantes nos comunicou as duas peças de versos adiante, obtidas por um médium de Constantina, nos primeiros dias deste mês. Sem dá-los por isentos de censura, sob o aspecto das regras da versificação, reproduzimos esses versos porque explicam, em parte ao menos, a Doutrina Espírita que tende a se difundir, cada vez mais, sobre toda a superfície do globo." Esse médium parece ter a especialidade da poesia; já obteve um grande número de trechos que escreve com uma incrível facilidade, sem nenhuma rasura, embora não tenha nenhuma noção das regras da versificação. Vimos um dos membros da Sociedade de Constantina, em presença do qual foram escritos. |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |