Portal do Espírito |
|
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Um erro de linguagem por um EspíritoRevista Espírita, junho de 1860 Recebemos a carta seguinte, a propósito do fato de escrita direta, narrado no número da Revista Espírita do mês de maio, página 155. Senhor, Li, hoje somente, o vosso número de maio, e nele encontrei o relato de uma experiência de escrita direta, feita em minha presença, na casa da senhorita Huet. Dá-me prazer confirmar esse relato, anotando, todavia, uma pequena inexatidão que escapou ao narrador. Não foi God loves you, mas God love you que encontramos sobre o papel; quer dizer que o verbo love, pela ausência da letra s, não se encontrava na terceira pessoa do indicativo presente; não se poderia, pois, traduzir por Deus vos ama, a menos que subentenda que e dele fazer uma fórmula de imperativo ou de subjuntivo. A observação sobre isso foi feita numa sessão subseqüente ao Espírito de Channing (se tanto for que seja bem o Espírito de Channing, porque me conheceis, e vos peço permissão para conservar as minhas dúvidas sobre a identidade absoluta dos Espíritos), e o Espírito de Channing, digo eu, não se explicou bem categoricamente a respeito desse s omitido por desejo ou inadvertência; censurou-nos mesmo um pouco, se tenho boa memória, por darmos importância a uma letra a mais ou a menos numa experiência tão notável. A despeito dessa censura amistosa feita pelo Espírito de Channing, acreditei dever vos comunicar minha observação sobre a maneira pela qual a palavra love foi realmente escrita. Ó honorável Sr. E. de B..., que ficou possuidor do papel, pôde mostrá-lo ou mostrá-lo-á a muitas pessoas, e entre essas pessoas poderá encontrar-se as que tenham conhecimento do vosso último número; ora, importa (e estou persuadido de que é o vosso conselho como o meu), que a maior fidelidade se encontre nos relatos de fatos tão estranhos e tão maravilhosos que obtemos. Aceitai, etc. MATHIEU. Havíamos perfeitamente notado a falta assinalada pelo Sr. Mathieu, e tomamos sobre nós corrigi-la, sabendo, por experiência, que os Espíritos ligam pouca importância a essas espécies de pecadilhos, dos quais os mais esclarecidos não se fazem nenhum escrúpulo; também não estamos de nenhum modo admirados da observação de Channing em presença, como ele o disse, de um fato de outro modo capital. A exatidão na reprodução dos fatos, sem dúvida, é uma coisa essencial; mas a importância desses fatos é relativa, e confessamos que deveríamos sempre, para o francês, seguir a ortografia dos Invisíveis, os senhores gramáticos teriam sorte por tratá-los de cozinheiros, então mesmo que o médium passou por conhecedor nessas matérias. Temos um, ou uma, na Sociedade, que está provida de todos os seus diplomas, e cujos conhecimentos, embora escritos pausadamente, têm numerosas manchas desse gênero. Os Espíritos sempre nos disseram: "Agarrai-vos ao fundo e não à forma; para nós o pensamento é tudo, a forma nada; corrigi, pois, a forma, se julgais a propósito; deixamos a vós esse cuidado. "Se, pois, a forma está defeituosa, não a conservamos senão quando dela pode sair um ensinamento; ora, tal não era o caso, em nossa opinião, no fato acima, porque o sentido era evidente. |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |