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Problemas morais: Sobre a riqueza e a avareza

Revista Espírita, maio de 1858

PROBLEMAS MORAIS DIRIGIDOS A SÃO LUÍS

1. De dois homens ricos, um nasceu na opulência e jamais conheceu a necessidade, o outro deve sua fortuna ao seu trabalho; todos os dois a empregam, exclusivamente, em sua satisfação pessoal; qual é o mais culpável? - R. Aquele que conheceu o sofrimento: ele sabe o que é sofrer.

2. Aquele que acumula sem cessar, e sem fazer o bem a ninguém, encontra uma desculpa válida no pensamento de que amontoa para deixar mais para os seus filhos? - R. É um compromisso com a má consciência.

3. De dois avaros, o primeiro se recusa o necessário e morre de necessidade sobre a sua fortuna; o segundo não é avaro senão para os outros: é pródigo para si mesmo; ao passo que se recusa ao mais leve sacrifício para servir ou fazer uma coisa útil, nada lhe custa para satisfazer os seus gozos pessoais. Pede-se-lhe um serviço, e está sempre embaraçado; quer abster-se de uma fantasia e a encontra sempre bastante. Qual é o mais culpável, e qual o que terá o pior lugar no mundo dos Espíritos? - R. Aquele que goza; o outro já encontrou a sua punição.

4. Aquele que, durante a vida, não fez um emprego útil da sua fortuna, encontra um alívio fazendo o bem depois da sua morte, pela destinação que lhe dá? - R. Não; o bem vale o quanto custa.

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