Decálogo do Expositor Espírita
Alkíndar de Oliveira – São
Paulo
- O expositor espírita não pode transferir para os mentores espirituais o
esforço e o preparo que lhe cabem.
- Deve, de preferência, diariamente, dedicar parte do seu tempo para:
- ler bons livros
- meditar
- fazer elaborações mentais
- tirar conclusões
- coletar frases e textos que sirvam como futuras fontes de referências ou
de inspirações às suas palestras.
- Deve preocupar-se em ter exemplar conduta e esmerar-se por colocar ;em
prática o que prega.
- Deve:
- conscientizar-se de que mesmo sendo imperfeito e vacilante em relação à
sua evolução moral e espiritual, a Doutrina necessita de sua pregação.
- Entender que o pouco que está fazendo em prol da Doutrina e de sua
evolução, é muito, considerando que foi dado o primeiro passo, pois como
disse Emmanuel:
"Quando uma centésima parte do Cristianismo de nossos lábios conseguir
expressar-se em nossos atos de cada dia, a Terra será plenamente libertada
do mal".
- O expositor espírita deve:
- evitar emitir opiniões pessoais contraditórias, sem sustentação
doutrinária.
- Sempre lembrar que a Doutrina tem sua base filosófica, científica e
religiosa codificada nos livros de Allan Kardec, os quais devem servir como
sustentação maior nas suas palestras.
- Preocupar-se menos com a letra dos conceitos evangélicos e mais com os
conceitos evangélicos da letra.
- Ter a certeza de que, no momento que fala, a ajuda espiritual não lhe
faltará e sim, estará intensamente presente e atuante, se fizer a sua parte:
- desenvolvendo sua expressividade e técnicas retóricas
- estudando e preparando previamente o tema
- compreendendo a importância do momento, dedicando-se mentalmente às
vibrações de amor e paz, humildade e caridade.
- Mesmo em conversas pessoais e informais o expositor espírita deve
auto-educar-se, pois como disse André Luiz:
"No estado atual da educação humana, é muito difícil alimentar, por mais de
cinco minutos, conversação digna e cristalina, numa assembléia superior a três
criaturas encarnadas".
- O expositor espírita deve, quando for ditar normas de conduta, incluir-se
como pessoa também necessitada, isto é:
- Em vez de dizer: "Vocês precisam preocupar-se com a
educação moral";
diga: "Nós precisamos preocupar-nos com nossa evolução moral".
- O expositor espírita deve:
- Ser uma pessoa de seu tempo
- Falar com constância, em suas palestras, de Deus, de Jesus e da Doutrina
- Viver intensamente o sublime momento da palestra, agradecendo ao Mestre
e aos seus mentores espirituais pela felicidade de ser humilde instrumento
das palavras de Deus.
- O expositor espírita deve ser simples e humilde, pois, como disse Padre
Vieira:
"Nada há tão grande como a humildade".
E, com humildade e simplicidade, deve sentir-se motivado para proferir
contínuas palestras, tendo a certeza da ajuda do Mestre e a convicção de que
"a rosa perfuma primeiro o vaso que a transporta".
(Transcrito da Revista Espírita de Campos, de out/dez/97)
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