Portal do Espírito |
|
Mapa do Site | Pesquisa no Site |
Em torno da MediunidadeJorge Ândrea dos Santos O processo mediúnico ainda não está compreendido em sua totalidade, mesmo, porque, o pensamento do homem ainda é bastante diversificado e embaraçado pelas equações filosóficas em vigor. Apesar de tudo, boa parte da humanidade já aceita a idéia sobre mediunidade, sendo bastante restrito o número daqueles que penetram na mecânica do processo. Podemos asseverar que a mediunidade, representando um quadro expressivo de paranormalidade, é fenômeno que se passa na mente humana com especificas e avançadas características psicológicas. Os fenômenos mediúnicos podem despontar de modo lento e progressivo, como, também, por meio de características ostensivas; ainda mais, nestas duas posições, em graus bem variáveis. Esses fenômenos podem responder, pela sua inusitada e tão expressiva mecânica, como um valioso processo dentro da evolução humana. Acreditamos mesmo, que as futuras civilizações participarão desse processo psicológico com bastante riqueza de detalhes e de modo natural, como hoje se observam as equações psíquicas nas estruturações intelectuais. Podemos perceber que esses delicados e sutis processos se mostram, de modo bem comum, nas crianças até 7 anos de idade em média. Nesta fase da infância, os laços perispirituais ( organizador biológico) com as células físicas por se encontrarem como que levemente atados e de fácil desligamento, propiciariam a mais fácil perceptibilidade da dimensão espiritual. Muitas crianças participam desses mecanismos, porém sem tradução exata dos mesmos; confundem a realidade física com a espiritual. Um observador atento, diante das atividades infantis pode catalogar muitos fatos de interesse, embora nem todos estejam ligados a uma participação espiritual. Após os 7 anos de idade, época, aproximadamente, em que os laços fluídicos do Perispírito já se encontram bem definidos ( atados), a realidade do mundo físico passa a ser a tônica dominante; contudo, alguns médiuns ostensivos, mesmo dentro desse período até a conclusão da adolescência, apresentam atividades mediúnicas sem óbices de qualquer natureza. O mais comum seria o despertar mediúnico, após a conclusão da adolescência, quando o organismo adquiriu a evolução física necessária, a fim de que as telas nervosas, bem mais amadurecidas e perfeitamente nutridas pelo conjunto das glândulas endócrinas, se possam adequar com mais precisão ao processo em pauta. Assim, entre os 17 e 20 anos seria a época do despertar mediúnicos nos mais sensíveis, a conservar-se de acordo com as possibilidades de desenvolvimento e exercícios, tanto mais positivo quanto mais expressivo for o esquema ético e moral. Os fenômenos mediúnicos, quando obedecendo a um plano adrede preparado, dentro de componentes morais bem acentuados, podem tomar as características de missão, valendo a denominação de mediunato. Quando o processo se torna eventual, quase sem finalidade e alcance, sem aquela característica dinâmica do mediunato, valeria a denominação de simples mediunismo ou mediunidade estática, generalizada, pela inexistência dos valores que lhes dariam estruturação evolutiva. Todo processo mediúnico representa um estado psicológico especifico, às custas do deslocamento das energias psíquicas, em especial textura e vontade dos participantes do processo: O Espírito comunicante e o médium ( intermediário), receptor. É claro que a energética em ação é psíquica, de uma fonte psíquica para outra, de um campo mental para outro, a representar uma das grandes forças cósmicas. A Física moderna considera a existência de 4 forças no Universo:
Neste quadro cósmico poderíamos incluir mais 3 forças:
Considerando este esquema das forças, situamos a mediunidade como resultado de um processo que tomaria nascimento no campo de energias da 6ª força - a força psíquica. Não sabemos que elementos seriam estes, se corpúsculos ou ondas, ou mesmo uma associação sob forma de " PACOTES DE ONDAS" responsável por tão especifica dinâmica. Conhecemos sim, os resultados, os fatos e alguns ângulos de manifestações de suas interações, mas desconhecemos a estruturação do processo mediúnico. Seria bem certo dizermos que o nosso intelecto ainda não se encontra preparado para definir e avaliar tal posição.
O processo mediúnico sofrendo, como referimos, influências de acordo com a idade do ser, mostrar-se-á, também, com tonalidades e coloridos de muitos matizes. Podemos asseverar que não existe uma manifestação igual a outra, embora o processamento se assemelhe e se mostre dentro de condições aparentemente idênticas. A energética psíquica que participa do processo investe a condição de afinidade e sintonia, levando-se em consideração o grau qualitativo do fenômeno e que estará relacionado com o grau evolutivo do comunicante e do médium. O fenômeno mediúnico, ao desenvolver-se na organização material ( encarnado), necessita de telas psíquicas adequadas e, por serem materiais, sofrem influências do sistema nervoso vegetativo, do sistema cérebro-espinhal e da cadeia glandular; portanto, do arcabouço neuro-endócrino que o médium carrega. Ainda não sabemos o modo como essa estrutura neuro-endócrino poderá influir na fenomenologia mediúnica, mas, pelo conhecimento que já possuímos a respeito dos biótipos psicológicos, podemos tirar as necessárias ilações dessas influências. As glândulas endócrinas, por intermédio de suas elaborações hormonais, regularizam e ordenam as manifestações do psiquismo. Essa influência é de tal ordem que, hoje, os cientistas estão no encalço de certas manifestações psicológicas diretamente ligadas à glândula pineal. Acham mesmo, que a epífise ou pineal representa um relógio biológico e, como tal, os fenômenos psicológicos estariam coligados em suas telas específicas. André Luiz nos tem fornecido, pela mediunidade de F. Xavier, informações dignas de registro, em que a pineal estaria comprometida com as manifestações mediúnicas e, de tal forma, que seria responsável, no nosso entender, pela orientação e respectiva transmutação dos dados espirituais, em dados intelectivos, na zona nobre talâmica da base cerebral e, daí, partindo para os respectivos centros nervosos da córtex, onde as informações alcançarão o entendimento da comunicação. As mensagens mediúnicas variarão em suas expressões e manifestações, e serão tanto mais sérias e qualitativas quanto maior for o estofo moral do médium; este, qualitativamente situado, só sintonizará com forças psíquicas construtivas e ordeiras. As estruturas profundas do psiquismo humano, diante dos exercícios mediúnicos, vão, como que, no dia-a-dia, abrindo comportas e absorvendo aptidões que o processo em pauta pode determinar. A absorção dessas aptidões, sedimentando-se nas íntimas estruturas do Espírito, vão criando zonas específicas que responderão como fontes ativas e sempre facilmente despertadas pelas influências espirituais externas; seriam campos-energéticos encravados no psiquismo de profundidade e despertados por influências especiais e na mesma gama vibratória em que o médium se situa. Reforçando a idéia, poderíamos dizer que estes campos, assim construídos, responderiam por autênticos reflexos-condicionados do Espírito. Precisamos entender, também, que as manifestações mediúnicas inundam a organização do médium, ficando com ele a essência que o processo propicia. Quando o mediunismo é sério, obedecendo as regras de um mediunato, absorve o trabalho construtivo e avança na evolução. Não acontecendo o mesmo com o trabalho mediúnico desordenado e comandado pelas mentes em desalinho, em que o médium será palco de forças vampirizantes e obsessivas. Com a mediunidade mal conduzida, o médium propicia uma série de reflexos em sua organização física, onde podemos salientar grupos de sintomas bem caracterizados a desembocarem nos diversos graus de obsessão:
Revista "Presença Espírita". |
Página principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site |
![]() |